Depois de ler “A Peste” de Albert Camus em francês quando tinha apenas 16 anos foi motivo bastante para nunca gostar dos repugnantes roedores que rastejam por onde ninguém imagina.
Claro que há ratos que sempre gostei e outros que vim a gostar, esses são especiais e fazem parte do nosso imaginário e hoje presto-lhes a devida homenagem, começo pelo Mickey mouse e a sua namorada Minie, seguindo-se o Roquefort o rato dos Aristogatos, os ratinhos da Cinderela, o Jerry do Tom and Jerry, o Topo Gigio e mais recentemente o Sutart Little e o Ratatouille, são todos queridos e fofos.
Há outros ratos que são desprezíveis, irritantes e enervantes, como foi o caso do rato do meu laptop ou periférico de entrada que, historicamente, se juntou ao teclado para auxiliar no processo de entrada de dados.
Pois hoje o rato estava doido e pôs-me mais doida a mim.
O objectivo do rato hoje não foi auxiliar, foi sim estorvar e principalmente não ajudar, chegou mesmo a impedir que o meu trabalho fosse realizado de forma eficaz e em tempo útil adequado.
Hoje o rato não me obedecia, fazia duplo clic, quando devia ser um só clic, seleccionava várias linhas quando o pretendido era a selecção de uma só. E mais apagou-me um ficheiro duas vezes no momento em que o que se pretendia era a gravação do mesmo.
Estive quase para o atirar da janela, quando recomecei a folha de cálculo pela terceira vez.
Hoje o periférico de entrada, vulgo rato, do meu PC estava enfeitiçado!
Ou no mínimo era o ‘resident evil’ em forma de rato! Comecei a vê-lo transformar-se num mutante de dentes afiados a abocanhar-me a mão direita e, o fio que ligava á porta usb a libertar-se e transformar-se numa cauda longa e nojenta que se enrolava na minha mão esquerda numa batalha desenfreada para me impedir de trabalhar… uf! tirem-me deste filme!
Uma tarde de trabalho pró galheiro!
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Publicada por saltos altos, acessórios e trabalho
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