segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Será que trabalho porque quero ou porque sou obrigada?

Em tempos numa acção de formação sobre “motivação no local de trabalho” a formadora questionou-nos se trabalhávamos porque éramos obrigados ou de livre vontade.
Claro que a maioria respondeu que éramos obrigados a trabalhar.

Bem vistas as coisas ao fim de vinte e tal anos a trabalhar no mesmo local com as mesmas pessoas, já não vamos para o trabalho a cantar como os 7 anões…

O que é certo é que com conversa de psicóloga ela convenceu-nos que todos íamos trabalhar porque queríamos e de livre vontade. Isto porque tínhamos sempre a opção de decidir ir ou não trabalhar. Pois não tínhamos uma arma apontada á cabeça a obrigar-nos a ir para o local de trabalho.

Já passaram alguns anos desde a dita formação.

Encontro-me agora a questionar-me se vou ou não para o trabalho de livre vontade.
Pois não vou (sempre)!
Algumas vezes vou satisfeita e com vontade de pegar o touro pelos cornos, outras vezes vou com vontade de fugir do touro, do toureiro e da arena toda, mas vou…

Porque é que vou? Pois, porque me sinto obrigada a ir.
Assinei um contrato em que me comprometia a ir trabalhar todos os dias menos os de férias, por isso tenho de ir.
Também vou porque preciso do vencimento ao fim do mês, e por lá ainda pagam todos os meses.
Ás vezes pergunto-me se sou só eu que sinto esta vontade de ir trabalhar por obrigação? Haverá outros? Ninguém diz nada? Tem vergonha?

E quando a gente diz a alguém: hoje não me apetecia ir trabalhar e respondem-nos com aquela conversa: tens muita sorte em ter trabalho nos tempos que correm… há quem não tenha e gostaria de ter.

Bolas só porque estamos em crise já não podemos sentirmo-nos fartos do trabalho?

Não sei!

E pronto vamos lá trabalhar…
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hoje são 4 de Outubro de 2011, véspera de feriado. Está um calor abrasador…

A bem dizer estamos no Outono, mas as temperaturas são do pino de verão, quer dizer, do que se considera um verão normal, porque este ano da Graça do Senhor, os meses de Julho e Agosto foram frios, ventosos, cinzentos e chuvosos.
Agora que estamos fechados entre quatro paredes a trabalhar obrigatoriamente, está um sol radioso, um tempo quentinho a convidar a uma bebida fresquinha numa esplanada qualquer (onde é que eu já ouvi isto?).
Bem, esta temperatura não é boa para trabalhar, além disso tenho outro motivo que me impede a concentração: uma dor de pescoço do pior. Já sei. Deveria ter uma cadeira ergonómica que me mantivesse a coluna a fazer noventa graus com as pernas, mas não tenho e por isso estou meia corcunda. Deveria ter o monitor do PC ao nível dos olhos e não tenho, porque a cadeira não desce mais e o monitor não sobe mais, mais uma razão para ter o pescoço dorido de tanto o forçar a manter-se numa posição incorrecta.
Que vontade hei-de ter de trabalhar?! Não tenho vontade, mas trabalho e mais nada, ninguém faz o que tem de ser feito por mim.
Ainda dizem que os portugueses não são produtivos e são malandros e sei lá que mais…, gostava de ver as condições de trabalho dessa gente! Mas não me venham com o exemplo dos chineses e afins… esses são chineses, não são… enfim… são extraterrestres segundo a minha filha mais nova.
Agora os restantes europeus, como é que trabalham? Com um horário adequado e material adequado, aqui os porteguesitos, tem que se desenrascar, e com os buracos e as dívidas nos orçamentos, ainda temos que estar felizes por trabalhar.
Esses gajos ainda nos chamam PIG (Portugueses, Irlandeses e Gregos) por terem de nos emprestar dinheiro… mas esquecem-se das vantagens que tem em nos ter como membros na EU, mais cota de mar e ar, mais locais para escoar o que produzem. Estou farta deles e dos nossos governantes também.
Qualquer dia anda tudo a comer uma refeição por dia na misericórdia ou na cozinha social lá do bairro.
Amanhã é feriado, um feriado que ninguém comemora.
Quem é que se lembra que é dia da Implantação da Republica?
Para mim tanto fazia ser República como Monarquia, não mudava nada…matou-se o Rei e o Herdeiro do trono e afinal o “cheiro” é o mesmo, continuamos a ser governados por incompetentes e idiotas.

E por aqui me fico….
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ai Deus...esta dor de cabeça!...

Estou com uma dor de cabeça, que mal consigo abrir os olhos! Aqui estou eu a tentar trabalhar com os olhos semi-cerrados pois a luz do dia está a atrapalhar-me.

Já pensei em pôr os óculos de sol. E até os colocava, mas não são graduados…e, então é que era o bom e o bonito. Em vez de trabalhar seria melhor colocar-me á porta, de óculos escuros, um cão e um copinho de café para as moedas que os transeuntes pudessem deixar. Provavelmente ganharia mais que muitos trabalhadores, estagiários e afins.

Pois fui ao Google procurar possíveis causas de dores de cabeça, sim, porque o Google sabe tudo. Então querem lá saber que comer chocolate negro agrava as dores de cabeça, e eu lá pelas 16h, comi dois quadrados de chocolate negríssimo (85% cocoa). Ai Deus! O que é que eu fui fazer…uns minutos de prazer na boca, para toda a vida nas ancas e a terminar a festa agrava-se-me a dor de cabeça.

Ai Deus, e esta dor de cabeça não me larga!

Quem é que consegue pensar com a dor de cabeça a azucrinar o cérebro? Tinha a secretária tão ordenadinha, com a falta de concentração, perdi o norte aos documentos e agora são toneladas de dossiers em cima da secretária…

A minha janela que normalmente é o meu regozijo, hoje tapava-a com tijolos se pudesse… vem de lá uma luz afiada direita aos meus olhos que já resolvi trabalhar com um olho fechado de cada vez. Uma pala também era capaz de dar jeito.

Hoje o dia está parado e a hora de ir para casa está lá longe…ai Deus! esta dor de cabeça!…

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cá me vou aguentando com a cabeça entre as orelhas!

É sexta-feira ao fim da tarde, estou a trabalhar há horas, olho para a pilha de papéis em cima da secretária e começo a fazer contas de cabeça para saber quanto tempo ainda precisava para fazer tudo o que tinha para fazer e comecei a entrar em para fuso. Que é o mesmo que dizer que o indicador de stress disparou, o cérebro não reagia da forma que eu precisava, o trabalho não avançava, num acto de desespero telefonei ao psiquiatra.
Na segunda-feira às nove da noite fui atendida, diagnóstico: exaustão com depressão.
Era preciso parar, descansar e fazer o tratamento para depois vir trabalhar pois a causa da doença era o trabalho excessivo e o stress associado.

Stress? Quando é que se começou a ouvir falar de stress? A primeira vez que o mundo ouviu falar de stress foi em Julho de 1997 quando a estação espacial russa, MIR, ficou sem energia devido a uma ordem errada do comandante Vladimir Tsibliev. O médico da tripulação explicou com a maior naturalidade que o engano fora resultante do stress do comandante. Foi o momento de maior notoriedade para a palavra stress…

Hoje esta palavra é usada todos os dias, porque a qualidade de vida das pessoas diminuiu bruscamente. As pessoas passam horas demais nos locais de trabalho, os noticiários só dão notícias más, a maioria das séries são só desgraças. A crise é deprimente…

Ah, pois! Depressão! Se eu fiquei sem forças, com tonturas, dores musculares e insónias, como é que deve ter ficado o Comandante da MIR…

“Aaahh... O Corpo humano! Não existe na Terra, quiçá no Universo, estrutura mais perfeita, bem pensada, bem planejada e a prova de falhas do que o corpo de um ser humano. Repleto de estruturas extremamente bem projectadas, capazes de deixar o mais talentoso dos designers de qualquer segmento boquiabertos com suas diferentes estruturas cuja eficiência se traduz em... Perfeição (in tales of Thales)”

Pois, mas para que a perfeição exista tem de estar tudo em equilíbrio, basta um agente externo para que a perfeição seja alterada, é o que acontece quando falta a produção de serotonina ou de dopamina (neurotransmissores) entre cada neurónio. Estas substancias têm a capacidade de transmitir a informação para que ela cheque até o próximo neurónio e assim circular no sistema nervoso e fazer contacto com o cérebro. Quando os neurotransmissores são insuficientes a informação chega distorcida ao cérebro e a pessoa não consegue perceber a realidade como ela de fato é. ISTO É DEPRESSÃO!

Os medicamentos antidepressivos corrigem o problema com os neurotransmissores e a pessoa volta ao seu estado normal.

E pois, não segui o conselho do psiquiatra, não podia deixar de trabalhar e por isso aqui estou…continuando neste mundo cão do trabalho de cada dia!

Mas graças aos “drunfos” que ele me deu já estou melhor e cá me vou aguentando com a cabeça entre as orelhas!
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sexta-feira, 18 de março de 2011

Irresponsabilidade gera infelicidade…

Dizem que trabalhar com homens é melhor e mais fácil do que trabalhar com mulheres.

Pois não concordo!

Todos os meus colaboradores são homens, cada personagem…, bemmm…

Embrutecem com o futebol.

Cortam na casaca uns dos outros.

Não assumem os erros, e a responsabilidade é sempre dos outros.

São incapazes de fazer mais que uma tarefa ao mesmo tempo e, só conseguem essa proeza quando esquematicamente se descrevem todos os passos num fluxograma, em que explicitamente se evidenciam os pontos de intercepção de cada um deles, com tempos de espera entre cada ponto para que nada coincida e se chegue ao fim e a coisa seja bem sucedida.

E, para eles, a hora de saída é sagrada!
Principalmente se for 6ª feira, pois durante a semana ainda há quem fique mais uns minutos para navegar na net fingindo que introduzem dados no sistema informático.

Onde trabalho, existe laboração contínua, por isso todos os serviços de laboração não continua devem assegurar que estão criadas condições para que não haja imprevistos durante o fim-de-semana a quem tem de trabalhar 24h sobre 24h.

Hoje á hora de saída, alguém da laboração contínua solicitou a um dos homens do meu serviço, algo que necessitava para os dias que avizinhavam, ao que o meu colaborador respondeu não ter preparado, nem ter tempo para preparar porque tinha de sair!

Onde é que está o sentido de responsabilidade desta gente!

Só porque o digníssimo senhor tinha de sair a horas deixou-me o macaco nas costas.

Como era de esperar, o meu colega da laboração contínua telefonou-me já depois da hora de saída a pedir o que o colaborador dele já tinha solicitado ao meu colaborador.

Apresentei as minhas desculpas, preparei e entreguei o solicitado!

Claro que estou possessa!

Que tal na próxima segunda feira colocar um processo disciplinar ao dito homem, meu colaborador? E estragar-lhe a vida, porque com um processo disciplinar, perde direito ao prémio de produtividade, e fica uma catrefada de anos sem poder ser promovido!

Era o que merecia, não era? E seria feliz?

Todos os homens aspiram à vida feliz e à felicidade, esta é uma coisa manifesta; mas, se muitos têm a possibilidade de alcançá-la, outros, tendo a possibilidade de ser felizes, imprimem desde o início uma direcção errada na sua busca da felicidade. “Aristóteles”
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quinta-feira, 17 de março de 2011

Para quê ter pressa se as melhores coisas da vida são feitas devagarinho?

Lutava com bravura contra um erro de uma fórmula quando de repente vejo aparecer do lado inferior direito a entrada de uma mensagem do Outlook, e antes do e-mail desvanecer o assunto intrigou-me: Marcação de Férias.

Interrompi a batalha que travava com folha do Excel e abri a conta do correio electrónico.

Mensagem: Preciso que marques as tuas férias para 2011 até amanhã.

Confesso que estes pedidos á pressa dão-me cabo da mona. Mas então é assim? As pessoas não têm família que por sua vez trabalham noutros locais e que por sua vez tem que coordenar as férias com outras pessoas?

Que falta de tacto! Para quê tanta pressa? Começo a já não ter paciência para cenas destas!

As pessoas já não sabem usar o do dom da empatia, ou do tacto. Já ninguém se coloca no lugar do outro, já todos se esqueceram que não se deve fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós.

Lá marquei as férias… espero que a atribulação que começou com a sua marcação não perturbe um segundo do meu merecido descanso em 2011.

E como as melhores coisas da vida são feitas devagarinho… Vou gozá-las também mansamente, sem ter afogo…

Porque a pressa é a mãe do imperfeito.

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terça-feira, 15 de março de 2011

Coma o morango!

Conhecem a história dos morangos do Roberto Shinyashiki?

A “parábola” conta que um homem ao escorregar por um precipício agarrou-se a umas raízes para não cair.
Quando tentava subir o barranco para continuar a sua vida, deparou-se com um urso que rosnava e afiava os dentes na perspectiva de o devorar, de imediato tentou descer agarrando-se com mãos e pés contra a barreira quase vertical em que se encontrava, quando olhou para baixo viu nada mais, nada menos do que seis hienas famintas esperando que caísse.

Estava o homem nesta aflição, olhava para cima e via o urso pronto a abocanhá-lo, olhava para baixo e via o olhar faminto das hienas.

Eis que de repente ao olhar para o lado, vê um morango vermelho, lindo e brilhante banhado pela luz dourada do sol.
Num esforço supremo, apoiou o corpo e apoiado apenas na mão direita, com a esquerda apanhou o morango.
Quando o pode ver melhor, ficou deliciado com sua beleza. Então, levou o morango a boca e se deleitou com o sabor doce e suculento. Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.

Agora perguntam:

-E o urso? Que se dane o urso e coma o morango!

- E as hienas? Que se danem as hienas e coma o morango!

Às vezes estamos com a família ou com os amigos e na cabeça aquela preocupação de que: amanhã chego ao trabalho e tenho este assunto para resolver, aquela questão para solucionar, aquele trabalho para concluir, a tarefa que ficou a meio porque outra veio tirar o lugar da primeira, o colega com riso de hiena o chefe com dentes de urso…ufa!
É preciso que nos lembremos de olhar noutra direcção, para podermos ver o morango e comê-lo!
É preciso relaxar, viver e comer o morango!

Problemas todos têm e todos vão ter. Problemas não impedem ninguém de ser feliz.

Vão sempre existir ursos que nos querem devorar a cabeça e hienas, arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida, é importante saber comer os morangos, sempre. Não podemos deixar de comê-los só porque existem ursos e hienas.
Temos de saborear os bons momentos.
Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois.

O melhor momento para ser feliz é agora.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Estou além…

Hoje é um dia nim, nem sim nem não, nim…

Está um dia lindo, claro e sem nuvens. O sol ri-se bem-disposto, o vento sopra ligeirinho, são seis da tarde e a luminosidade está airosa e radiante.

Eu estou com um humor que mete nojo! Já nem me consigo aturar a mim mesma, tenho uma nuvem cinzenta, carregada de electricidade estática a fazer faíscas por cima da cabeça.

Não me apetece estar aqui nem ali. Não me apetece fazer isto nem aquilo. Está tudo bem mas não o sinto. O chá não sabe ao mesmo de sempre, as bolachas são um desconsolo, o café perdeu o aroma e eu estou sem pachorra na mona.

“…esta insatisfação, não consigo compreender, é sempre esta sensação que estou a perder…” o Variações é que tinha razão.

E ainda por cima reunião na escola às 21h… oh não! Hoje não!


A canção do Variações não me sai da cabeça, e… tem de haver algo que me anime…

Já comi alguns Werther’s Original, alguns caramelos Lutti e até rebuçados Dr. Bayar e nada…


A nuvem cada vez está mais sombria e eu cada vez mais insuportável.

Quando sair do trabalho vou fazer voto de silêncio ou então tenho o caldo entornado, em situações como esta não digo o que penso, nem penso no que digo e ninguém tem culpa por eu estar com os azeites.


Encontrei agora mesmo o meu Dark.Noir 85% cocoa Excellence da Lindt, vou abocanha-lo, hummm… que bommmmmmm!

Uma investigação norte-americana recente, publicada no «Chemistry Central Journal», indica que o chocolate negro que tem uma alta concentração de anti oxidantes que previnem o envelhecimento prematuro, quando comparado com a maioria dos frutos o chocolate está no topo da lista com maior capacidade anti oxidante devido ao alto teor em flavonóides e polifenóis.


Para contrariar as rugas provocadas pelo mau humor, nada como uma boa dose de bom chocolate negro!

Acabei agora mesmo com a minha reserva.


Já começo a sentir o efeito…
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ratos!

Depois de ler “A Peste” de Albert Camus em francês quando tinha apenas 16 anos foi motivo bastante para nunca gostar dos repugnantes roedores que rastejam por onde ninguém imagina.


Claro que há ratos que sempre gostei e outros que vim a gostar, esses são especiais e fazem parte do nosso imaginário e hoje presto-lhes a devida homenagem, começo pelo Mickey mouse e a sua namorada Minie, seguindo-se o Roquefort o rato dos Aristogatos, os ratinhos da Cinderela, o Jerry do Tom and Jerry, o Topo Gigio e mais recentemente o Sutart Little e o Ratatouille, são todos queridos e fofos.


Há outros ratos que são desprezíveis, irritantes e enervantes, como foi o caso do rato do meu laptop ou periférico de entrada que, historicamente, se juntou ao teclado para auxiliar no processo de entrada de dados.

Pois hoje o rato estava doido e pôs-me mais doida a mim.

O objectivo do rato hoje não foi auxiliar, foi sim estorvar e principalmente não ajudar, chegou mesmo a impedir que o meu trabalho fosse realizado de forma eficaz e em tempo útil adequado.


Hoje o rato não me obedecia, fazia duplo clic, quando devia ser um só clic, seleccionava várias linhas quando o pretendido era a selecção de uma só. E mais apagou-me um ficheiro duas vezes no momento em que o que se pretendia era a gravação do mesmo.



Estive quase para o atirar da janela, quando recomecei a folha de cálculo pela terceira vez.


Hoje o periférico de entrada, vulgo rato, do meu PC estava enfeitiçado!
Ou no mínimo era o ‘resident evil’ em forma de rato! Comecei a vê-lo transformar-se num mutante de dentes afiados a abocanhar-me a mão direita e, o fio que ligava á porta usb a libertar-se e transformar-se numa cauda longa e nojenta que se enrolava na minha mão esquerda numa batalha desenfreada para me impedir de trabalhar… uf! tirem-me deste filme!


Uma tarde de trabalho pró galheiro!

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sereno.

Cá estamos nós!

Mais uma semana, mais uma volta no carrossel da vida!

O mar esteve calmo, ‘flat’ como diriam os surfistas, nada de grandes ondas.

A temperatura esteve delicada e o vento bafejou esbatido, de quando em vez uma lufada mais forte, mas nada que impedisse a navegação serena da barca.

Os saltos altos de hoje proporcionaram uma elegância única, e os acessórios contribuíram para distinguir a graça e a excelência de quem abomina segundas-feiras.

As minhas pedras basilares são autênticos diamantes personalizados que cooperam para a placidez de um dia como o de hoje.

Os meus diamantes subjugam os da Tiffany & Co…
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Micro climas, Micro personalidades!

Como todos sabem Portugal tem vários micro climas o que faz com que um país pequeno seja grande na diversidade.
Num só dia, podemos tomar o pequeno-almoço com vista para uma encosta escarpada repleta de vinhas verdejantes do Douro, almoçar á beira-mar numa praia com um areal estonteante do litoral, jantar num restaurante típico no meio de uma planície dourada do Alentejo e ir tomar um copo mais a sul onde o ar é ameno e a atmosfera morna.

Somos um país de micro climas, infelizmente também as nossas pessoas tem micro personalidades!

A localização geográfica do meu trabalho e a personalidade de alguns chefes devem coincidir.

Micro climas, micro personalidades.

Hoje ao falar com uma colega com funções semelhantes às que eu desempenho, comentei que me tinha sido devolvido um trabalho de forma autoritária, rude e sem razão, só porque sem aviso prévio as regras foram alteradas pelo chefe.
A minha colega que é nova nestas andanças referiu que a ela também tinha acontecido algo semelhante, e que muitas vezes ficava perdida, pois nunca sabia de daquela vez tinha ou não acertado com a vontade de quem a chefiava.

Chefes, por favor, decidam-se, e informem o que pretendem quando solicitam o trabalho!

Isto assim não dá! Um dia desenvolve-se trabalho de uma forma e está muito bem, no dia seguinte faz-se exactamente do mesmo modo e está tudo mal.

E depois, é a conversa do costume, falta de iniciativa, falta de proactividade…
Mas quando se tenta fazer algo de forma inovadora, a ideia não é do chefe, então não presta!

For God sake, man! Give-me a break!

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Coisas de gajas.

No meu trabalho há poucas mulheres. A densidade populacional feminina atinge o máximo nos serviços administrativos, e hoje o meu post é dedicado a uma administrativa.
Esta é uma daquelas mulheres, que quando nos aparece á frente, temos de desviar o olhar senão ficamos pasmas… com tanta falta de gosto.

Eu sei que o gosto é relativo, mas aquilo é de bradar aos céus.

É mesmo caso para dizer que se o mau gosto fosse música ela era uma orquestra completa, com coro, tenores, sopranos e tudo o que possa ter a dita orquestra.
A senhora parece um porta-aviões. É alta e forte, isto para não dizer gorda, mas ninguém tem culpa de ser como é, só se tem culpa de não cultivar o bom gosto ou de não ter um espelho em casa.
A senhora veio para o trabalho de shorts apertadíssimos, acredito que o tamanho devia ser dois números abaixo do tamanho que na realidade ela deveria usar. Dos shorts saiam umas coxas gordas cuja celulite saltava á vista através da meia opaca, da parte de cima apareciam umas excrescências abaixo e acima da cintura, enfim roupa de adolescente numa quarentona já passada… Oh G!
E calçava uns Louboutin falsos! Com a sola vermelha e tudo… mas aquilo raiava o mais alto nível de pirosice. Eu nem queria acreditar que os meus olhos estivessem mesmo a ver aquilo.

Devia haver regras quanto ao vestuário a utilizar aqui neste trabalho! Eu preferia usar uniforme a ter que desviar o olhar quando passo por tal alma.

Mas não há dúvida nenhuma que a senhora deve ter a auto-estima muito lá em cima. Não percebo como é que ela não se dá conta da troca de olhares entre os colegas, dos cochichos e dos risinhos que todos fazem quando ela aparece naqueles preparos.
Eu já pensei que ela deve ter um problema psicológico semelhante aos anorécticos, mas ao contrário, quando se vê ao espelho, não se vê como é mas sim como se fosse a ‘top model’ mais badalada do momento.

Vou oferecer-lhe uns CDs com o programa da Stacey e do Clinton “What not to wear”, mas tenho sérias dúvidas que resulte…

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Publicada por saltos altos, acessórios e trabalho

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Não há pachorra!

Quando nós já temos o nosso dia de trabalho programado, porque que é que aparece sempre alguém e nos tira as cartas da mão para baralhar e tornar a dar?

É angustiante!

Temos prazos a cumprir, a tarefas a desenvolver, as horas não são elásticas, eu também não, porque é que não me deixam seguir a linha orientadora que no inicio do dia tracei, para levar tudo a bom porto?

Eu digo-vos porquê!

Porque há quem goste de dividir para reinar. Quanto mais desesperados deixarem o colega, ou o subordinado, mais satisfeitos ficam.

E começam os pedidos das urgências, os mal-entendidos das respostas e, um dia que começou com um pedacinho de sol a querer sorrir, transformou-se numa tormenta medonha e cinzenta, com ventos violentos e chuva pesada a cair-nos nas costas.

Não há pachorra!

O que vale é que o dia termina e fora daqui há alguém que me quer bem e espera por mim, sãos as minhas pedras basilares, são aqueles a quem posso chamar família.

Os meus acessórios fundamentais.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vem fim-de-semana, vem!

Bolas! Esta semana até estava a correr benzinho… A sexta-feira até é um dia dos melhores, e tinham logo que me azucrinar a mona.

Quer uma pessoa ser prestável e quando menos espera, vem o chefe dizer que se me queixo do volume do meu trabalho, porque é que estou a fazer o trabalho dos outros… só escrevi uns emails com conhecimento dele para dar uma mão a outro departamento. Como não gostou de uma resposta, toca de “mijar para baixo” que é típico de qualquer português, se “mijasse para cima” era capaz de se molhar…

O homem deve ter acordado com os pés de fora, normalmente até tem um comportamento normal, mas hoje anda a ranhosar por dá cá aquela palha. Já me estou a passar!

Que se dane!

Não me vai estragar o fim-de-semana, que eu não deixo.

Vou ouvir o meu mp3 de relaxamento e focalizar o ponto de equilíbrio.

“Neste momento eu me sinto uma pessoa tranquila;
Neste momento eu me sinto uma pessoa calma;
Neste momento eu me sinto uma pessoa serena;
Neste momento eu me sinto uma pessoa compreensiva;
Neste momento eu me sinto uma pessoa equilibrada;”

Será que sinto isto tudo? Não sei mas quero sentir. Vou manter este mantra, pode ser que resulte.

Vem fim-de-semana, vem!

Tenho tantos acessórios para usar, e depois do equilíbrio assegurado os saltos vão ser de agulha, ó se vão!
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O trabalho é energia transferida.

Hoje ao fim do dia fui trabalhar para o corpo, para os pés, para as mãos e para a cara.
Lá fui eu preparar-me para estar bem e bonita para a semana que vem.

Tive uma pessoa a apaparicar-me durante duas horas e meia. Fez-me os pés, tratou-me das mãos, tratou-me a cara e depois teve de ser aquela coisa que se não fosse feito de livre vontade seria com certeza uma tortura e existiria uma ONG a defender quem sofre o suplício da depilação.

Mas a vida é assim e por isso suportam-se aqueles minutos, para depois se poder usar uma saia a tornear a anca e uns saltos altos e que evidenciem uma linda e lisa perna feminina.

Saí mais cedo do trabalho com a desculpa que tinha uma consulta, não foi propriamente uma não verdade, efectivamente eu tive a consulta, não foi num gabinete do médico, foi num gabinete de estética.

Na Física, o trabalho é medida da energia transferida pela aplicação de uma força ao longo de um deslocamento.
Foi exactamente o que fiz ao fim da tarde, a uma grande força de vontade, multipliquei um deslocamento em direcção á cidade, o resultado foi a transferência de energia do meu cartão de débito para a conta do centro de estética.

Mas há momentos em que transferir energia é libertador… hoje foi assim!
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A quiet bug’s life

Entre urgências, emergências, imprevistos e prioridades tudo funcionou em velocidade cruzeiro. Nada de ondas muito altas, só ondulações ligeiras para dar aquele frisson que todo o trabalho dá.

Continuo com pilhas de papéis em cima da secretária, mas hoje estive muito zen, so far so good, allez-y doucement, tá-se bem…

Atendi os vários telefones, corrigi resultados, dei informações, orientei trabalho. Respondi calmamente aos azedos, e vou aumentando a espessura da minha couraça.

Hoje meu estaminé foi um formigueiro, com formiguinhas a trabalhar ordeiramente, cada uma com sua tarefa e sem gafanhotos manipuladores.

Eu fui a princesa Atta e não tive nenhum Hopper a querer roubar a minha comida!

Agora vou para casa ter com o meu Flik e a minha formiguinha mais novinha que se parece com a Dot.

Só acessórios, e dos bons!
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Publicada por saltos altos, acessórios e trabalho

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Jobs for the boys"

Porque é que coisas más acontecem a pessoas boas?
Provavelmente já todos nós fizemos esta pergunta, quando nos deparamos com uma injustiça.

Hoje, mal tinha chegado ao trabalho, ligado o computador, aberto a caixa do correio, bateu-me á porta uma pessoa boa, vi logo que algo se passava. A pessoa boa viu-me ocupada com os telefones e fez menção de se ir embora e voltar. Disse-lhe para ficar e desliguei o telefone.

A pessoa boa já trabalha connosco há 6 ou 7 anos e não está no quadro principal da empresa, está integrada num quadro, digamos, secundário. E ontem, alguns executantes deram-lhe os parabéns por ter sido integrada no quadro principal.
Está-se mesmo a ver que a pessoa que entrou no quadro principal não foi a pessoa boa. Quando eu digo boa, digo forte, proactiva, trabalhadora, interessada, empenhada, alto astral.

Ninguém sabe como, quando, de onde, ou para quê, mas a verdade é que foi colocada no quadro principal outra pessoa, não sei se é boa ou má, mas não é justo, nem correcto, nem certo, nem honesto, nem ético, terem dito à pessoa boa que não havia vagas e repente…isto.

Portugalmente falando tratou-se de “jobs for the boys”.

E relativamente a este assunto só me apetece dizer uns palavrões para libertar a alma e depois citar o Miguel Esteves Cardoso.

Foda-se! É fodido!

"Pessoalmente, gosto da expressão «É fodido...». Dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos «Foda-se!», é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino 'descia' os 8 andares para ir à garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... «Foda-se!!» . Não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espírito como um tranquilo «Foda-se...!!». O Léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta. " MEC

Enfim, quem usa saltos altos, acessórios e trabalha tem todo o direito a “libertar a alma” como diz o MEC, ou então tem de ter "fundo de maneio" para se libertar com uns Louboutin ou uns Manolo Blahnik. E tenho dito!
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Eu não tenho "tomates", mas não prescindo da minha classe.

Já tenho idade para ter juízo e saber que não podemos confiar em certos colegas de trabalho.



Hoje em dia a palavra de um homem pouco vale, se for colega de trabalho em competição vale ainda menos, e ainda vale menos que “caca de cão” se o interessado achar que fica em vantagem em negar o que disse á chefia dos dois.


A parva aqui sou eu, pois se eu exigisse que tudo o que me é solicitado fosse escrito, não estava agora neste mato sem cão, a pensar na melhor maneira de resolver a questão sem ter que colocar o “cara de cu” em cheque.


Sim, eu não tenho “tomates”, mas não prescindo da minha classe, e nunca colocaria ninguém em causa sem antes de tentar ver quais as várias saídas daqui do meio do mato.


Apesar de se constar que as mulheres não têm sentido de orientação, quando se usa saltos altos pode-se ver a clareira por cima da vegetação, que é o ponto de referência que levará á saída correcta.


Muito bom, para começo de semana.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Domingo dia de ir á missa

Hoje é domingo, o primeiro dia da semana, e dia de ir á missa, de preferência de saltos altos, que o Nosso Senhor gosta de coisas bonitas.
Porque tinha amigos para almoçar, fomos a outra paróquia onde a missa é celebrada mais cedo. Enganámo-nos no horário, aproveitamos a meia hora disponível para tomar um cafezinho e dar duas de conversa.
Quando entrámos na capela achámos estranho a quantidade de lugares vazios numa capelinha tão pequenina e num local onde os moradores são tão bairristas.
Além de um coro de idosos, a assembleia era constituída também por uma substancial maioria idosos e a massa jovem resumia-se a cinco “gatos-pingados” que destoavam do conjunto.
Logo hoje que estávamos com pressa, o sacerdote resolveu dar uma sessão catequética sobre a Eucaristia antes de começar a celebrar. Como se não bastasse, o senhor tinha um tique que consistia em ajustar o aparelho vocal a cada duas frases que proferia, de forma irritante, pouco discreta e ampliada pelo sistema de altifalante da capela.
Não cheguei a perceber qual era o objectivo de tal lição de catequese.
Teria sido para ele próprio se recordar de cada passo do ritual da Eucaristia, ou ter-se-ia esquecido dos óculos em casa e viu crianças na assembleia em vez de idosos?
Ao fim de 15min a missa ainda não tinha iniciado e eu já estava com os cabelos em pé.

Foi um suplício.

Percebi então porque é que a capela estava tão vazia, é que com sacerdotes como o de hoje o melhor a fazer é ir “ouvir pregar noutra freguesia…”

No entanto não posso deixar de referir que ser o sal da vida e a luz do mundo, na vida e no mundo de hoje é mais importante e tão bonito quanto usar uns saltos altos e acessórios a condizer.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Toda a gente deve ter um colega “mete nojo” no trabalho, eu também tenho.

Ontem reencaminhei um email de Dezembro 2010 a todos os colegas, no qual solicitava que quem não tivesse respondido no prazo que estava estipulado que respondesse o mais rapidamente possível. Notem bem que eu só pedia aos que ainda não tivessem respondido que respondessem. Bem, as primeiras respostas foram as dos cumpridores a reenviar o email já tinham respondido dentro do prazo, só mais tarde é que os faltosos responderam , mas só para mim, claro, só eu é que precisava das respostas.
Mas eu não estaria com esta conversa toda se a minha colega “mete nojo”, que até respondeu dentro do prazo, não tivesse metido nojo respondendo-me ao email de ontem com conhecimento para todos os outros dizendo a data em que me tinha respondido e anexando cópia do email da primeira resposta.
Não pude deixar de me perguntar: será que ela teve necessidade de dizer aos restantes colegas que respondeu dentro do prazo, ou quis informar os colegas que eu não era o suficientemente organizada para saber quem me tinha respondido, ou ainda, quereria "a mete nojo" que os restantes colegas soubessem o conteúdo resposta dela? Que se dane!

Adiante!

Saí mais cedo e fui a um espaço zen! Fiz o alinhamento dos chakras, uma massagem indiana de relaxamento com base na técnica ayurvérdica, tomei um chá bem quente e regressei a casa pronta para o que o trabalho tem de melhor, o fim-de-semana!
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Vou comprar um batom bem vermelho.

Hoje acordei cedo e cansada. Fui pôr os cães no quintal, pois coitados, com o frio que está dormem na garagem. Depois acordei a minha filha e de seguida foi o corre-corre matinal. Preparar os pequenos-almoços. Deixar indicações para o almoço, arranjar-me e ir directa para o trabalho. Hoje fartei-me de trabalhar, mas parece que não fiz nada. Tenho a secretária cheia de papéis distribuídos por conjuntos de pilhas.
Hoje em homenagem ao ano novo chinês do Coelho e para chamar a prosperidade trouxe acessórios vermelhos.
Depois dos brincos, do colar e do lenço de seda que aconchegava o colo por dentro do casaco, deparei-me com uma falta imperdoável: não tenho nenhum batom vermelho, mas vermelho mesmo! Um que combinasse com os acessórios…resolvi a questão com um batom de brilho sem cor.

Mas isto não fica assim, porque eu também quero contribuir para a opinião de que em tempo de crise disparam as vendas de batom vermelho, pois se até existe até um índice económico “lipstick índex”, que analisa o aumento do consumo de cosméticos em épocas de recessão, mais uma razão para eu não contrariar os factos.
Eu não tenho nenhum batom vermelho mas não é porque não tenha sentido a crise e para provar que a crise também me abalroou vou comprar um batom bem vermelho já amanhã.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hoje declaro-me chinesa.

Apesar de a manhã ter sido bastante produtiva, despachei uma série de processos de aquisição de material, discuti umas questões técnicas com um fornecedor de material, arranjei uma das fórmulas da folha de cálculo que me andava a por a cabeça a mil há algum tempo, falei com um dos responsáveis da Informática para resolver uma pessegada de um problema causado por alguém que fez o que não devia, foi uma manhã de trabalho bastante mais calma do que as anteriores.

Mantive a porta fechada, e como tenho dois telefones (um pessoal outro da empresa), um deles tocou mais do que é normal, o pessoal, claro. A minha filha mais velha que entrou este ano na Faculdade e está longe de casa, estava enervada com os exames e precisava de despejar o desespero dela em alguém, mandou-me um SMS para lhe carregar o telemóvel e depois ligou para desabafar… esta é um das pedras grandes do meu primeiro post, por isso ouvia, pouco mais podia fazer, mas só o facto de ela poder despejar em alguém o que lhe ia na alma, fez-lhe bem. Já perto da hora de almoço telefona a mais nova a perguntar se podia levar uma amiga para comer em casa do avô, já era tarde para avisar a empregada, disse-lhe que sim que logo se via, pois comida não devia faltar (esta também é uma pedra grande). Telefonei a avisar que ia mais uma pessoa almoçar e resolvi o assunto. Continuei a trabalhar até ir almoçar. A tarde até correu bem, fiz um chá verde do Japão, que bebi quentinho acompanhado por um quadradinho de chocolate negro (85% cacau). Ainda atendi uma série de telefonemas e fui a uma reunião.

Amanhã começa o novo ano do calendário chinês, o Ano do Coelho, que segundo a tradição é símbolo de felicidade e sorte, por isso os chineses esperam que o Coelho traga muita calma pois o ano velho, o do Tigre, que acaba hoje foi marcado por muitos desastres naturais.

Pronto hoje declaro-me chinesa, vou vestir-me de vermelho e dourado que são as cores da prosperidade e desejar que a partir de amanhã o Coelho, que não é o da Alice nem o da Páscoa, mas sim o Ano Novo Chinês me traga a calma e a serenidade que toda a mulher de saltos altos ambiciona…
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu hoje fui o coelho da história da Alice

Eu hoje fui o coelho da história da “Alice no país das maravilhas”; sempre a correr de um lado para o outro só que em vez de “ai ai meu Deus! é tarde, é tarde, é tarde, é tarde, é tarde, é tarde…” pensava “ai ai meu Deus! não tenho tempo, não tenho tempo, não tenho tempo… "

A folha de cálculo com 15 páginas interligadas para corrigir, e o toque estridente do telefone a interromper o raciocínio, o bater á porta para colocar uma dúvida, a imprevista chegada de um colega com um empreiteiro para combinar uma obra de construção civil, o outro que não conseguia a informação que estava já partilhada, mais um colega a solicitar material, o chefe a exigir, os subordinados a reclamar…

Parece que o cérebro vai começar a sair pelos orifícios naturais a qualquer instante pois hoje não cabe no tamanho da minha caixa craniana.

Isto só acontece porque todos pensam que cada um deles é o mais importante e quando precisam de algo não planeiam e é nessa mesma hora que bombardeiam quem acham que lhes pode servir os interesses com pedidos imprevistos.

Pois bem, hoje acabei de criar o meu horário de trabalho:

8:30 – 10:00; 12:00-12:30; 14:00-15:00 e 17:00-17:30 - atendimento geral (colegas, colaboradores, e outros…)

10:00-12:00; 15:00-17:00 e depois das 17:30 trabalho individual (fecho a porta do gabinete á chave e ponho o telefone em silencio, não vá o chefe telefonar, para esse tenho de estar sempre disponível!)

Espero pelo menos sair às 19h, pois preciso de tempo para as pedras grandes e para a areia e a água…

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Uma pedra no sapato de saltos altos

Conhecem a história daquele orador que durante uma conferência sobre a importância dos valores levou um copo de vidro grande, algumas pedras grandes, pedras pequenas, cascalho, areia e água. Depois fez o seu discurso e passou ao exemplo prático, colocou as pedras grandes, depois colocou as pedras mais pequenas, seguiu-se o cascalho e ao colocá-lo sobre as pedras maiores e menores ele foi entrando e ajustando-se ao espaço livre, ainda colocou a areia e por fim como é bom de ver juntou a água.
A moral da história não quer dizer que quando queremos podemos nos ajustar de modo a ter tempo para mais um trabalhinho, mas que na nossa vida devem existir prioridades. As pedras grandes são as coisas importantes de nossa vida a nossa fé e a nossa família, as pedras pequenas são os nossos amigos, o cascalho é o nosso trabalho; a areia e a água são acessórios.

Mas o que seria a vida sem acessórios?

Se invertêssemos a forma de colocar os objectos dentro do frasco, de certeza que não conseguiríamos coloca-los todos lá dentro, por isso devemos sempre dar valor ao que é verdadeiramente importante.

Estando trabalho em 3º lugar porque é que nos absorve mais tempo que a família e os amigos? Porque é tantas vezes fonte de stress, enervamentos e zangas? Porque é que mesmo gostando da profissão que temos não estamos satisfeitos?

Porque não é o trabalho em si que nos tortura, mas a atitude das pessoas com quem trabalhamos… São as urgências que acumulam na secretária… São os papéis que estão sempre a chegar…É a caixa do e-mail sempre a carregar…É ter que trabalhar mais horas do que o previsto…É um corre-corre o dia inteiro que quando chega o fim do dia o frasco de vidro está cheio de cascalho e já não cabem as pedras grandes ou pequenas e a areia e a água só se for a do mar, para descansar o olhar.

O trabalho é efectivamente uma pedra num sapato de salto alto!

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